viva flor e borboleta leve
se eleva no ar em curva aberta
a dança das asas e a fuga lesta
as cores matriciais da floresta:
azul anil no céu em festa
e a luz que cai oblíqua sobre os gestos
os vários tons de verde que a vista alcança
são dignos de quadro de um grande mestre
é nesta festa de cores que a vida passa
agora em sonolência, logo em estranha pressa
como se todas as coisas nos levassem
a vestir por dentro essa mudança
e a ser também cor, ou asa, ou ave
ou apenas flor de seiva brava
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