Fragatas, freios, ferragem, ferrugem, mundo este que já farta e nos afunda
Fragatas por traineiras e, para a fome do povo, de que servem as bandeiras?
Estes petroleiros armados que cruzam os oceanos com fogo nas trincheiras, e a inteligência das máquinas soberana e traiçoeira
Tanques em vez ambulâncias, debulhadoras, ceifeiras. À míngua de paz morrem os povos e a guerra enche a carteira
Submarinas léguas para nenhum rumo...
E são cargueiros em vez de carga, aquela carga de luz, onde os lumes são escassos, o rei é rico e vai nu
E para quê o ferro, o aço, a bala, a química impura,
Ante os luminosos olhos dos infantes que vão um dia morrer na arena de uma guerra nunca sua
Mas vão alistados por penúria, por medo e desventura.
Ao diabo a pátria que cobiça, a pátria que se encarniça com
Fragatas, freios, ferragem, fúria infinita, mundo este que nos fere e nos faminta
Ao diabo a bélica brisa de morte que nos pisa