Não consigo viver mais dias. Já são tantos e tão inúteis. Preparo lentamente a minha fuga, a maior de sempre. Será rápida e ninguém dará por mim, já que, presente ou ausente, ninguém me pressente. Falta aqui uma palavra. Uma só. Um só lírio. Nunca se ouve uma voz. É uma peregrinação que me assusta. Como se, na verdade, as minhas palavras viessem de um túmulo e esse túmulo fosse o meu. Pois bem. Que assim seja.
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