6.9.25

No rescaldo do tempo

Como estás hoje no teu mundo? Moras a terra justa, drenas o tempo em barro seco, ou enleias memórias num novelo?

A que te sabe o dia, um morno domingo algo outonal, onde a esperança inverna?

Que salvação temos nesta incúria do tempo? Nada nos salva, meu amor. Só o teu nome, como um sopro na nuca:

ainda não chegou e já é coisa difusa. 

Mas a tua sombra, sabes bem, onde estiver, é única.



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