18.10.25

Resistência

Uma cela fechada onde cresço com o que me restou

Um terrasso sobre o mundo onde pinto as dores da alegria

Palavras assombradas, a sair de uns dedos desabitados (porquê hoje?)

Porque resistes e descobres que nem tudo nos riscou o dia

Porque uma vida tem a duração exata da primeira à última resenha de poesia

E as contas são feitas com a emoção da primeira vista, do primeiro olhar que nos refletia

E, assim, não há nada em mim que te resista!



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