27.5.26

Momentum

Efémero o olhar que balanço no universo, de estrela em estrela

A terra, escaldante, a brisa da noite a mexer-me no cabelo e eu deitada a sentir esse alento quente das lajes

Foi só um momento

Para eu ficar presa à lua, uma candeia de brilho, não foi preciso mais

Realizei que ela vai continuar onde está, depois de mim

Confortou-me pensar que deixo a lua aos meus herdeiros, conforme lhes deixo as lajes quentes onde pouso agora

O mundo pode mudar, mas não as estrelas nem as lajes do meu quintal

Achei que isso me fará partir feliz


Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

A arte de existir

Para que tenta uma criatura simples rasar as aras dos deuses e poetas, no campo fértil das musas e das ninfas? A verdadeira lírica está na e...

Mensagens populares neste blogue