24.5.26

Credo

Creio nas sagradas chamas da paz, flâmulas de contemplação, chamas de puro amor

Creio que o amor cresce como o trigo e a vida é pontualmente viçosa em cada estio

Creio que a morte é como as cinzas do lumeiro, sempre ardeu e arderá, enquanto houver braseiro

Creio em mim, como admiro as ervas que rompem o betão 

Creio em ti como nas horas avançadas da noite, que crescem fundas na solidão

Creio nela sobretudo, nessa oração silenciosa de quem se reúne consigo e sozinho limpa devagar o que resta do seu mundo

De resto, creio em Deus e Jesus Cristo, Os que carregam a cruz de cada um, o gesto maior e mais profundo 

Que eu recuso, sou só, carrego a minha luz e bebo do meu cálice a raíz do amor. Se amor vier, bebemo-lo juntos. Creio qie sim


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