4.6.26

Cometer

Cometo o impossível quando acometo o teu ser (tão fluido) com jogos de amor, tu que és como um cometa que varre o universo e se assinala aqui e ali, sempre em rota de nenhuma colisão, a cometer a vida como quem comete uma fuga 

O amor joga-se ao ar, espalha-se até que o apanhe quem o quer e cometa a maior loucura de todas, a de o devolver como um boomerang de estrelas, que seja certeiro como a seta que o semeou e fez florir

Cometo a insana poesia do amor e tu cometes comigo o crime maior de deixar ser, como se a vida estivesse agora a nascer

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