Se Natércia eu fora e tu poeta que és me desejasses, virias com olhos febris, espada e a pena aparelhadas, para me abrires caminhos, onde pudesse rir
Mas infanta não sou, nem tenho anagramas do poeta que a amou, sou a oculta face de um acaso
O teu olhar distintamente negro estará por aí sorvendo lábios, sorvendo vida e eu quero ser Natércia de ninguém, olvidada de todos, como penedo no fosso da lua
Escolho ir, tenho de ir, já não há nada para ficar
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