que fazes? que rosas bordas nos teus versos
e que recordas do que não viste, ou por outro lado,
como constróis o mistério que envolve as palavras
e o rematas com as linhas da madrugada?
sinto-me ferida
de escuridão
como reúnes as peças que te faltam
e constróis o objecto do amor?
que fazes para dormir com o martelar da chuva
no sangue, nas têmporas, no entardecer das avenidas
amo-te desprevenida
de tudo que te resiste em imagens divididas
eu chuva pequenina e recolhida
na noite que escorre por dentro
fios dourados - que são o tecido
da vida
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