que fazes? que rosas bordas nos teus versos
e que recordas do que não viste, ou por outro lado,
como constróis o mistério que envolve as palavras
e o rematas com as linhas da madrugada?
sinto-me ferida
de escuridão
como reúnes as peças que te faltam
e constróis o objecto do amor?
que fazes para dormir com o martelar da chuva
no sangue, nas têmporas, no entardecer das avenidas
amo-te desprevenida
de tudo que te resiste em imagens divididas
eu chuva pequenina e recolhida
na noite que escorre por dentro
fios dourados - que são o tecido
da vida
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Pregão
Alimento a fome com pouca cousa. Basta-me ver o teu olhar, ouvir a tua voz e imaginar que a tua fala se projeta paralelamente ao meu ouvido,...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Quando meto a marcha à ré, nunca sei se devo olhar para trás se para a frente. A medição das distâncias, muitas vezes, não depende dos olhos...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio