22.4.11

que fazes? que rosas bordas nos teus versos
e que recordas do que não viste, ou por outro lado,
como constróis o mistério que envolve as palavras
e o rematas com as linhas da madrugada?

sinto-me ferida
de escuridão

como reúnes as peças que te faltam
e constróis o objecto do amor?

que fazes para dormir com o martelar da chuva
no sangue, nas têmporas, no entardecer das avenidas

amo-te desprevenida
de tudo que te resiste em imagens divididas

eu chuva pequenina e recolhida
na noite que escorre por dentro
fios dourados - que são o tecido
da vida

Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Pregão

Alimento a fome com pouca cousa. Basta-me ver o teu olhar, ouvir a tua voz e imaginar que a tua fala se projeta paralelamente ao meu ouvido,...

Mensagens populares neste blogue