27.9.18
As coordenadas do sonho
Nos teus sonhos
Que paisagem serás tu
Quando a noite te rodeia?
Lua, sépia, além Tejo
A mais longa e bela praia
E se sonhas, que fragas veem
Os teus medos
E que varas medirão
O caudal do teu desejo?
E as asas de marinheiro?
Todas as rotas são tuas
Quando enfim os olhos fecho
De manhã não sei as ruas
Onde o meu mundo está preso
Talvez pracetas com pombos
Jardins de tão fina flora
Como aquilo que não escrevo
Meu amor, tu dantes eras
O agrimensor dos meus sonhos
E eu semeava os teus
Com grãos de areia incertos
Inseguros e serenos,
Saídos da dor do texto
Na certeza de trocar
Só no fundo das palavras
O nosso último beijo
Onde deixarás os sentidos?
Já perdi no nevoeiro
Na clara verdade tua
Essa luz do que me davas
Mistério, noite e magia
Em cada palavra nua
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