Não me incomoda o calor intenso, incomodam-me outras coisas intensas que não digo
Fechei-me dentro da casa, contra os ruídos do mundo.
Era bom que não tivesse entrado a inquietude de existir.
Uma penumbra feita de frescura,
e o chão dentro de mim, a arder
Já não busco a tua mão. Não busco nada. Tenho medo que algum dia alguém me consiga ver, entre o silêncio, no apagamento das persianas
No inverno deste longo verão
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