Eu sou a oculta mansarda
Aquele lugar desabitado
Onde arderam os cabos de uma vasta eletricidade
Aquela purificada fonte que outrora
Dava outra água, onde corre e para que
fundo lençol faz enseada?
Sou a inútil personificação
Da espera que nunca me faz esperada
Visto a própria ilusão atada em mastros, apertada, num espartilho descalço
E apago-me sozinha nesse baile
como um candelabro pálido,
Porque a ilusão é o meu par e, nesse ângulo oculto do soalho, não vejo a clara mão
que me enlaça
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