Escrevo-te com o pé na relva que cheira a hortelã. Já te escrevi de um conselho pedagógico enfadonho. Escrevo-te à janela, no comboio. Escrevo-te com a mesma cegueira, a mesma surdez do embrião ainda incerto. No entanto, sei o que te digo com todos os sentidos despertos.
24.7.19
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