23.7.19
Olhos vendados
Não respondo nem pergunto
Recebo a noite nos meus braços
Amante tardia, a noite abre-se
E eu escrevo de olhos tapados
Sobre um corpo adivinhado
Escrevo de olhos vendados
O que sinto sobre o amado
Se sabeis onde é e o que o faz
Tão atardado...
Chega a noite e eu amo o amor
Sem nada saber do que me corre fundo
As minhas mãos são como facas distantes e não se alcançam no mesmo corte
Meu corpo corre como a água na terra seca até se infiltrar no ventre amado
Mas é a terra que encerra a escuridão que nos criou. Morremos um pouco, devagar, em cada noite em que o amor nos recusou
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