1.8.19

Marisma


Sirvo-te a essência dos medronhos e das giestas, os arbustos que retiram da aridez a sua graça.

Pelas dunas tão circunspectas, passa um vento de saudade pura. Despenteados os cabelos, descalça e interdita, busco no horizonte todos os sinais de ti.

Seja no deserto, no campo ou na cidade, olhar-te é sempre tão perto de distante e tão distante de perto.

Diz-me tu, que estás aqui, haverá noite mais bela que a da lagoa a abraçar o mar com o sol ainda a cair no horizonte?

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