19.10.19

Chuva de outono

Espero sempre a manhã em ti. Abrem-se as flores à simples ideia de ser dia e de haver algures um astro sol - abrem-se para ti os meus sentidos como se fosse a terra a devorar-me cedo.

Talvez venha a chover sobre as flores e a água as incline ao centro.
Talvez o recolher as conforte e seja cedo
para ser húmus e depois rebento.
Talvez o teu olhar me aperte com carinho dentro.

Não sei muito ultimamente sobre o tempo. É cedo ainda para nós mas já é tarde para sermos. Não interessa querer saber. Serve de alguma coisa às flores conhecer o tempo?

Só sei que vim à manhā doce do teu peito com o vagar lentíssimo da chuva de outono.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Quase a chegar

Estavas quase a chegar, meu amor, estiveste sempre a vir, vinhas logo, virias certamente muito prestes, mas não vieste Sempre fui eu a ir, a...

Mensagens populares neste blogue