Espero sempre a manhã em ti. Abrem-se as flores à simples ideia de ser dia e de haver algures um astro sol - abrem-se para ti os meus sentidos como se fosse a terra a devorar-me cedo.
Talvez venha a chover sobre as flores e a água as incline ao centro.
Talvez o recolher as conforte e seja cedo
para ser húmus e depois rebento.
Talvez o teu olhar me aperte com carinho dentro.
Não sei muito ultimamente sobre o tempo. É cedo ainda para nós mas já é tarde para sermos. Não interessa querer saber. Serve de alguma coisa às flores conhecer o tempo?
Só sei que vim à manhā doce do teu peito com o vagar lentíssimo da chuva de outono.
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