Espero sempre a manhã em ti. Abrem-se as flores à simples ideia de ser dia e de haver algures um astro sol - abrem-se para ti os meus sentidos como se fosse a terra a devorar-me cedo.
Talvez venha a chover sobre as flores e a água as incline ao centro.
Talvez o recolher as conforte e seja cedo
para ser húmus e depois rebento.
Talvez o teu olhar me aperte com carinho dentro.
Não sei muito ultimamente sobre o tempo. É cedo ainda para nós mas já é tarde para sermos. Não interessa querer saber. Serve de alguma coisa às flores conhecer o tempo?
Só sei que vim à manhā doce do teu peito com o vagar lentíssimo da chuva de outono.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Natércia
Se Natércia eu fora e tu poeta que és me desejasses, virias com olhos febris, espada e a pena aparelhadas, para me abrires caminhos, onde p...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Comecei a desaparecer suavemente, com a mesma anónima entrada que fiz no mundo Vi com estes olhos a ruína do mundo, o mover de lodos e areia...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio