Chegou o frio e os ossos ardem de uma febre estranha, como se tivessem saído das mais frias sombras dos teus olhos
Altas montanhas coam a noite nos seus poros, um borralho aceso há muito tempo que ainda queima, coze a velha lenha das memórias
Acendo o teu olhar sobre os meus ombros para me alisar a manta e o corpo, a memória e o esquecimento
Porque está frio, qualquer coisa em ti é fogo e alma. Porque é na natureza mais extrema
que o meu mundo te sente e chama
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