8.12.19
a morte do amor vivo
Nestas arestas já outros se cortaram
Sem sequer se amarem tanto
Cães esfomeados a revirar os seus corpos
E a Lua empalideceu de espanto
As águas recolheram-se de novo para deixar passar um triste povo
Na arca iam as cinzas da renúncia
e um amor amordaçado novo
Não ouso trazer outras evidências da morte do amor vivo
Basto eu com a noite a queimar a mão que a segura,
Para não me perder em sonhos piores
que este de perder-te
Com as veias vivas de vida pura
E eternidade inteira para esquecer-te
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