Eu sou aquela que comtempla e vê no outro o outro que efetivamente é
Eu sou aquela que contempla a contemplação e não se vê contemplada
Aquela que se contempla nos olhos de quem comtempla os seus
A que contempla o amor como a essência de Deus
Aquela que está contemporal e renega aqui e agora os poetas que fugiram cobardemente ao amor
Não sabiam, nem nunca souberam, ou quiseram conhecer, a prisão livre de amar uma mulher
Eu gosto de rir com quem ri e bebe o riso dos meus lábios
Não me venham com poemas de homens que não souberam viver o amor de uma mulher
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