Não sabes, mas eu sei a idade da tua voz
É uma diacronia que traço com os sentidos
Quando a busco para me achar perdida em ti, sei quando quebraste o eco
E se a ouço, toda a distensão dos meus traços se aplana como um lago de luz
A tua voz tem uma cremosidade tão leve que me parece algodão doce
Ouço o teu passo moço no compasso da memória; amo a amplitude da nossa história
Mas a tua voz é sempre aquela, agora mais quente e ainda mais bela
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
A emoção
A emoção abriu a porta, entrou e ficou brevemente atenta. Uma sala sóbria e nela apenas uma cadeira e um homem. Compunham momentos idos num...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Comecei a desaparecer suavemente, com a mesma anónima entrada que fiz no mundo Vi com estes olhos a ruína do mundo, o mover de lodos e areia...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio