No teu coração deponho diligentemente,
amorosamente, um diadema de flores.
Nos teus olhos gastos de tanta noite deixo palavras frescas de maio.
Nas tuas mãos um afago das minhas, compulsivo e permanente.
Deixo adjetivos de febre no teu corpo, inomináveis porque nossos e ainda moços.
Os abraços de sempre, na tremura pueril dos ossos, deposito-os hoje.
Deixo o que não deixei naquele momento.
Eras tu e trazias para mim um diadema.
Teria sido uma rainha efémera. Assim, tenho sido sempre a que te segue e se assina tua e ainda alma gémea
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