4.1.20

Diadema

No teu coração deponho diligentemente,
amorosamente, um diadema de flores.

Nos teus olhos gastos de tanta noite deixo palavras frescas de maio.

Nas tuas mãos um afago das minhas, compulsivo e permanente.

Deixo adjetivos de febre no teu corpo, inomináveis porque nossos e ainda moços.

Os abraços de sempre, na tremura pueril dos ossos, deposito-os hoje.

Deixo o que não deixei naquele momento.
Eras tu e trazias para mim um diadema.

Teria sido uma rainha efémera. Assim, tenho sido sempre a que te segue e se assina tua e ainda alma gémea


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