A vida é uma vara flexível que pende para todos os lados. Se a plantamos mal, cai com o seu próprio peso.
Não há lugares seguros, nem terra firme que nos mantenha em retidão, sem cairmos. No amor também não.
Posso medir a terra e achar-lhe salinidade bastante para permanecer. E fico, porque no mundo nada iguala a vontade de viver.
Neste solo plantei o meu último maior grande amor. Tremo todos os dias pela força da erosão. Somos raros. E frágeis.
Eros não é geólogo e eu não sou uma vara forte que afirme fundamente a falta que me faz o seu amor.
Mas sou firme quando vivo no auge dos olhos o muito que lhe quero.
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