Ensaio o voo de asas tontas
Ensaio o salto e vou nas ondas
Ensaio o amor, como uma peça
E saio para onde vou
Sempre incerta
Certa de que sim
Que sinto o pulso do amor
Despenho-me a pique
Em dias assim
Uma evidência infeliz:
Quase sempre cai
Quem se aproxima das alturas
No belo verde das paisagens
mais louras, mais puras,
Nasce a flor da desilusão
Mas essa evidência não entorna
O copo que enchemos de ternura
Por isso, voo. Nada é em vão.
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