Tenho frio. Vai longo este inverno e nós carentes de lenha e de chamas, daquelas que se produzem nas mãos e sobem ao olhar.
Tu chamas a ti o meu corpo e juntos fazemos a oblação da pele, à luz de um mesmo desejo
Preciso de ti neste tempo inclemente de neves altíssimas no coração
Que os manes deste antiquíssimo quarto outrora moço nos prenda docemente o olhar e o rosto
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
A emoção
A emoção abriu a porta, entrou e ficou brevemente atenta. Uma sala sóbria e nela apenas uma cadeira e um homem. Compunham momentos idos num...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Comecei a desaparecer suavemente, com a mesma anónima entrada que fiz no mundo Vi com estes olhos a ruína do mundo, o mover de lodos e areia...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio