14.3.20

aTeia

Sou a teia e tu
o canto solitário onde me faço
contra a cal num terno abraço

Sou ateia na voz
tantas vezes duvido e nego tudo
o que me és

E a minha voz ateia o silêncio da palavra
Se me calo, calada morro na teia

Um amor assim, é um amor desarrumado
sem a geometria da teia, sem a teia da palavra

Mas hoje quero escolher a cal onde cair o meu labor,
de tanto tear no tempo o muito amor, é tempo de o tempo mo devolver

Faz-me crer que o teu peito urge
o fogo que a palavra ateia

Sejamos uma vez única o agora e o hoje
na mesma veia

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