o canto solitário onde me faço
contra a cal num terno abraço
Sou ateia na voz
tantas vezes duvido e nego tudo
o que me és
E a minha voz ateia o silêncio da palavra
Se me calo, calada morro na teia
Um amor assim, é um amor desarrumado
sem a geometria da teia, sem a teia da palavra
Mas hoje quero escolher a cal onde cair o meu labor,
de tanto tear no tempo o muito amor, é tempo de o tempo mo devolver
Faz-me crer que o teu peito urge
o fogo que a palavra ateia
o fogo que a palavra ateia
Sejamos uma vez única o agora e o hoje
na mesma veia
na mesma veia
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