ah, deixa-me sonhar que moro no mar
e vivo de amor
não faz mal a ninguém, sonhar com a concha, a onda, o areal
não vejas, não olhes, mas eu sonho com esse fundo misterioso
onde se perdem os corpos que leva o mar
sou esse luto que levas e esse carvão que apagas, quando queres arder
deixa-me sonhar que sim, que a terra cabe no mar,
como eu na tua voz sou a nota que não queres tocar
deixa que rime com ar, com muito ar,
que me faça fútil e banal como um lagarto ao sol
porque não preciso de mais métrica,
na ascese de (te) remunciar
sou uma concha partida - quero chegar ao areal, embalada, embalada
pela doce rima (a)mar
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