atravessam-nos anos passados e cearas desconhecidas com alguns pássaros famintos tão sozinhos
abrigamos o vento azul da primavera onde nos cresce alguma vida, sem água, sem rio e sem fonte
eu ouço-te no vento a voz antiga
aprendi a viver num relógio parado
no segundo vibrante da espada
conta-me como eram as delicadas madrugadas e as papoilas jovens
e como te tomaram a fala
essa voz que
risca o silêncio na pele das velhas casas, uma dança descalça entre nós e as muralhas
aprendi a viver num relógio parado
no segundo vibrante da espada
conta-me como eram as delicadas madrugadas e as papoilas jovens
e como te tomaram a fala
essa voz que
risca o silêncio na pele das velhas casas, uma dança descalça entre nós e as muralhas
o sol no ângulo da sala e, depois, na noite fátua, erguia-se um pássaro magnífico que nos levava e isso era mais
alto que a distância que faltava
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio