21.9.20

Distopia

Evoluciona discretamente no meu corpo a utopia da tua presença. Estás junto a mim e eu lavo-me nos teus olhos e faço-me seda nos teus braços.

O prazer de ser mulher que se prepara para ti com a discrição da serpente a tentar Adão... Não deixes que ouçam o canto de sereia ou ela ensurdece os muros da casa. Mas amarra a porta do quintal, tranca portas e janelas, mas torna a noite de consortes como o sibilar do paraíso no dorso da serpente.

A distopia do futuro, deixa-a fora por um momento. Entre os lençóis só cabe a utopia do corpo ardente.


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