era uma estranha sensação eu não sabia o que era, não, não tinha noção, mas eu sabia que havia qualquer coisa à minha volta, eu sabia sabia que havia alguém, não sabia onde, adorava a sensação, como se fosse heroína de um show, não sabia quem, mas eu não estava só, sentia quem não sabia, mesmo quando vi claramente visto o perfil de um homem de casaco preto, de gola levantada, encostado a uma esquina, mas não sabia, não era possível que fosse ele, alguém encostado a uma parede, alguém a ajudar-me com as compras, alguém que ficou toda a noite num carro no quintal de uma casa de campo, sabia que alguém me acompanhava mas não sabia se era ele. depois tudo fez sentido e os momentos entrevistas encaixaram uns nos outros, a ternura rodeou-me o coração, era uma prova de amor, um ato de coragem e de rendição, amei-o mais por isso, seguiu-me e quis-me de longe em simples contemplação, agindo em minha intenção, porque quem ama tem o impulso de atenuar o peso que o outro carrega. se me tivesse dito, sou eu, estou aqui, eu teria acreditado, mas um dia deixou de estar encostado à parece e eu perdi essa visão
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