22.2.21

Quando

E quando te quero, espero que tudo falte, menos a fuga do teu corpo, entrelinhas

E quando te beijo, digo que quero fundir o sopro na infinitesimal costela do teu peito, como se Eva fosse na tua mão

E quando me calo, teço o amor mais natural da natureza, vivo, vivo intensamente a alegria de te ter e te arrastar para a realidade das coisas

Ao mesmo tempo que me vibra nos sentidos a claridade dos montes, a intensa força do nosso mundo

Quebro por defeito, contigo



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