Para dar amor, os meus olhos centeios soltos separam-se de mim e tornam-se os olhos do outro.
Para dar amor sufoco e sofro, pois muito dou pouco recebo e se dou tudo, tudo me volta como troco.
Tenho para dar o amor que ninguém quer, mas enquanto amor tiver, e não for pouco, hei de brilhar com fios de fogo, hei de espantar o amor, dançando sempre, com a firmeza de um ébrio louco.
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