29.6.21

não cultivo as raizes mortas do silêncio, sabendo que as plantas não medram na estéril esteira de areias

mas não aprecio os poemas feitos na alcova abafada, onde os cheiros suplantam a harmonia das palavras

a menos que na alcova tenham estado um homem e a mulher no limite do seu tempo, na lâmina mais fina do seu fado

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