9.1.22

Diapasão

O mundo não espera por nós, nem nos edifica 
O tempo não nos aguarda, o tempo é um comboio cego que segue esquecido

A vida vale o mesmo que o amor não vivido, ou seja, nada

A vida sem amor vai numa estrada velha à velocidade consentida

O meu lugar no mundo, assim, discreto e prevenido  
Não encontro palavras
Para o nada que sinto
Para tudo que digo

Mas chegou a hora, amor, de fechar a porta, selar o tempo decorrido

Entre nós dois não há mais pão, nem sequer nos chega o trigo


Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Idos de setembro e não de março

tarde de blues e belas chamas de sol, som e serenidade na pauta do terraço, nos idos de setembro e não de março deixamos o corpo seguir nas ...

Mensagens populares neste blogue