30.6.22

Dançaram

Dançaram todas as noites, sob uma lua discreta, dançaram o silêncio e a espera

O tango em Buenos Aires, o flamenco em Sevilha. Dançaram

Nos braços um do outro, dançaram em cada porto  marinheiros na despedida

E dançaram também a valsa, a última valsa da vida

Viveram um no outro, mudos, interditos, inebriados, afltos

Caíram num poço de palavras. Falaram, não disseram nada. A meio de um passo falso, caídos, caídos no asfalto

Agora dançam entre rios e rosas, uma dança parada  ausentes, cansados, calados como sempre

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