12.4.23

Preciosa

Preciosa a vida, sem preço a falta de pressa, insubstituível silêncio após cada vaga

Tenho no coração o sangue das serpentes, na pele as escarpas mais duras

E rastejo na razão inversa do tempo. Quanto mais ando para a frente, mais volto para trás

Preciso de reduzir o tempo, fazer do relógio o pulsar da paixão

Mas não me ama ninguém no sentido dos ponteiros, nem em qualquer dos sentidos da vida, e assim, não efabulo a imperiosa eternização do  tempo. Fecharei só o ciclo do desejo

Já foi e nunca chegou a ser tarde o que foi cedo.

Preciosa a vida de onde venho, precioso o amor que nutro e não tenho

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