11.8.24

Namoro

Dois dedos de conversa, ele casualmente passa, como os namorados de antes, olha e confirma

Ela pura e casta, roliça e franca não se recusa

Ele gajeiro e forte, com fogo nos olhos, mira nos seios o corpo de enfusa

Na lua um ramalhete seco e algum silêncio de malha, bordados ainda a pairar nos dedos

Entre duas gargalhadas, carícias que tolhem o corpo, trepadeiras finas os dedos que passam

E como os seus olhos chamam a chama da tarde

E como ela se faz inocente, mas prega a fundo os olhos nele

Lembras, numa outra existência?

O namoro à antiga, eu e tu, à sombra das tílias, um leve roçar do braço, a saia a esvoaçar na tarde que finda

E a fina filigrama de uma carícia que arrepia

Por fim, um saboroso beijo que sela a promessa e termina o dia

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