A escuridão do dia enegrece o sangue, sabendo nós que a escuridão é o lugar último do ser.
De que precisamos, depois de não termos mais nada a não ser sentarmo-nos a olhar a escuridão do dia, à espera da escuridão da noite?
Gotículas de água na janela. São pérolas perdidas, caídas do colar dos meus desfeitos amores.
Chove-me silenciosamente a solidão e o nada chove também nos olhos tamanhos e argutos com que nasci.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio