É este um Domingo semeado de nuvens brancas e leves, como pensamentos de algodão dispersos e intermitentes, ao sabor de uma brisa discreta, como a que sopra nos sonhos com que de noite recriamos o dia ideal. É um Domingo branco e eu, desperta e laboriosamente entregue às tarefas mais prosaicas, sonho que estás aí, a sonhar que te sonho como me sonhas. E, de tanto imaginar que sim, invento uma cadeia de coincidências, tão improváveis como sobrevoar-me a mesma nuvem duas ou mais vezes no mesmo intervalo de tempo. Mas é um lugar confortável, apetecível, no limiar do quase tudo, ou do quase nada passional. Conheces-me. Não há muito mais a saber. Apenas isso. Entre o quase tudo, ou o quase nada, que possibilidades teria o que te dou, num universo de pó, areia e matéria compacta, de ser verbalização recíproca, em tão funda intensidade?
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Ao diabo a guerra
Fragatas, freios, ferragem, ferrugem, mundo este que já farta e nos afunda Fragatas por traineiras e, para a fome do povo, de que servem as ...
Mensagens populares neste blogue
-
A noite é linho e luz até chegar a madrugada. Apenas estás lá. Não sabes nada. No leito flutuam flores de seda álgidas. Por onde anda a tua ...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Na vida, o único sentido é o amor, o mais fértil dos sentidos é mesmo o amor, desculpa, passei toda a minha vida a dizer-te que só amando mo...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio