escreve-me um poema
de uma massa de filhós
que seja doce e tenra
um poema folhado e apetecido
daqueles que só tu me estendes
e polvilhas com uma rima peneirada e fina
sentimentos belos e terrenos
canela e cravinho, erva feiticeira
rima serena das coisas que pensas
e anseias
escreve-me um pouco de ti,
como vai a vida aí na terra
e como cresce a sementeira
e se as nuvens se alevantam altaneiras
cobrindo o sol no teu olhar
ou se o escondes em ti
ciosamente
passageiro clandestino
de teu barco
marinheiro alçado ao vento
do destino que contemplas
da fortaleza erguida em teu redor
para mim brandas ameias
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Dia dos (Des)namorados
Não sei que diga nestes dias especiais. Não há dias felizes com marcação prévia como no cabeleireiro. Que sejam felizes os apaixonados. Os q...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Comecei a desaparecer suavemente, com a mesma anónima entrada que fiz no mundo Vi com estes olhos a ruína do mundo, o mover de lodos e areia...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio