12.12.10

versos sem muito sentido

é preciso traçar rotas no horizonte
caminhar para lá, lenta e pausadamente,
mesmo que a distância a cada passo
se agigante e no percurso
é  fundamental soltares o fogo
que sentires a gelar no sangue

e, mesmo que haja neve sob os pés,
convém galgares torrentes e cumeadas
para chegar depressa ao que vês
mesmo que não vejas nada

seja o que for que exista 
no mistério que procuras
é preciso acreditar nas estrelas
e na sombra dócil da Lua
pois o lugar é tão distante
que só nos teus olhos se espelha
a grandeza da aventura

mas não páres pelo caminho
pode a hesitação pesar-te sobre as asas
e sem voares não poderás encontrar
o lugar onde fica a casa

se a encontrares,
esse é o lar que tanto esperas
consome a tarde e deixa a noite crepitar na vela
deixa que saia enfim a música e a madrugada bela;
logo virá quem procuras, a noivar com o tempo,
numa frase que, intensa, te resgata a alma
e te inunda o sangue com o fogo das palavras
como se de tão próxima a voz que ouves
apenas te aflorasse os lábios e não te dissesse nada

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