ser leve e oclusiva, como um cometa de cauda em fuga,
ou uma estrela cadente na sua glória tão curta
ser como a serpente e nunca ser furtiva
ser enfim como a rosa, quando semente,
tão pálida e improvável e insuspeita,
ser assim, mas abrigar cá dentro
uma colheita
e a seara toda que cabe na mão do mundo
prender os astros no cabelo e
em vez de braços albergar asas de amor
em pele de alabastro
e voar de encontro ao pôr do sol
onde houver bagas de luz e um canto surdo de sereias
talvez um barco antigo e suas almas vazias
um lugar erguido nos penhascos com águais e suas crias
agreste seria então, do alto vento a melodia,
e assim, a ver o mundo lá tão baixo,
talvez erguesse castelos entre os ninhos
e soltasse todas as aves presas nas alavancas
do mundo - prosaica e rude - seria então o prumo
da elevação mais sublime que é o amor
que nos separa e o que nos une
13.12.10
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