na trança das minhas mãos
correm cabelos ágeis e brancos
regatinhos doidos, aos solavancos
linhas de mistério e de espanto
a assinalar os lugares em que me vejo
e eu sou tão visível como a minha sombra
e ambas nos tornamos filhas do presente
quando eu morrer
morrem as promessas nos meus dedos
e as minhas mãos cedem enfim
seus fios de imperfeitos segredos
mas antes, hei-de amar mil vezes
a voz que de amor se expandir na tarde
a clara e murmurante fala
onde amor se encontrar a fonte
e a alma
.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Fúria dos deuses
Não digas nada. Escuta como é feroz este som da tempestade. Não perturbes o vendaval com o teu medo. Deixa-o largar a sua fúria até morrer. ...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Comecei a desaparecer suavemente, com a mesma anónima entrada que fiz no mundo Vi com estes olhos a ruína do mundo, o mover de lodos e areia...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio