18.1.11

na trança das minhas mãos
correm cabelos ágeis e brancos
regatinhos doidos, aos solavancos
linhas de mistério e de espanto
a assinalar os lugares em que me vejo

e eu sou tão visível como a minha sombra
e ambas nos tornamos filhas do presente
quando eu morrer
morrem as promessas nos meus dedos
e as minhas mãos cedem enfim
seus fios de imperfeitos segredos

mas antes, hei-de amar mil vezes
a voz que de amor se expandir na tarde
a clara e murmurante fala
onde amor se encontrar a fonte
e a alma

.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Dias perdidos

A nuvem passa e vai já longe e o céu fica com o mesmo azul vazio dos dias bonitos que deixámos ir, sem termos ido passear de mãos dadas a ro...

Mensagens populares neste blogue