na trança das minhas mãos
correm cabelos ágeis e brancos
regatinhos doidos, aos solavancos
linhas de mistério e de espanto
a assinalar os lugares em que me vejo
e eu sou tão visível como a minha sombra
e ambas nos tornamos filhas do presente
quando eu morrer
morrem as promessas nos meus dedos
e as minhas mãos cedem enfim
seus fios de imperfeitos segredos
mas antes, hei-de amar mil vezes
a voz que de amor se expandir na tarde
a clara e murmurante fala
onde amor se encontrar a fonte
e a alma
.
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