25.3.11

matinale

como te agrediu, beijou o ar pela manhã
que árvores viste ao lume da rua,
nos olhos que te movem pela febre adentro?

que repouso é esse no semblante
que não trazes da noite e que se sente
nos passos que te vêem?

como abres o teu sorriso,
essa bandeira que a meia-haste diz,
perigo.

onde vais certeiro como flecha
percorrer os canteiros diurnos
pisados por pés descuidados e felinos

conta-me os laivos do céu
que hei-de vê-los encolhidos
quando chegarem ao meu


faz do teu dia uma leve dança da voz
cumprimenta quem puderes com o segredo que levas
e os olhos dos outros recairão nos teus

como um favo de luz

Bom dia!

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