25.3.11

Todas as manhãs venho mais cedo a ver se há sol
debruço-me perigosamente para o céu
à beira de me afundar numa nuvem

e tu estás lá, 
onde a noite se dobra em caracol
e o sono se desfaz em gelo

perdoa-me se te levei tão cedo
quando ainda não sabias como era ficar

agora sabes: um dia ficarei invisível na casa

é sempre assim. estamos mais quando fomos.

o que ainda não pudemos ser

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