20.3.11

esta noite virá
com a brisa das estrelas
com a nervura das plantas
a noite da Primavera

como um feijoeiro
na moldura da sala
que cresce para o sol
e para a frescura
a noite da Primavera
faz-me ter sede de exterior

ficar a receber a novidade
de cabelos leves
e olhar perdido nos ponteiros
dos astros

sede de entreolhar a vida
sabendo que nos espera a suavidade

sede de querê-la conjunta e partilhada
serenamente jubilosa
enquanto armamos com um sorriso
a estrutura da palavra



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