22.3.11

oscilações (muito) minhas

pingas soltas na janela
um laivo de vento e o silêncio
das coisas aéreas

face à noite
o dia é poeira que se esfarela
a tarde amoleceu na esfera
do meu quarto


tanta terra nos separa
e tão pouca distância
dos traços que o silêncio
dilacera

há muita paz no que és
por isso espera

aplanemos as cores da Primavera
num poema de rosas rotineiras

não há nada que te impeça
de semeares as noites
com palavras amplas

o resto? que interessa.
não quero pensar. descansa

o teu nome
não me faz, afinal, grande diferença

.

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