pingas soltas na janela
um laivo de vento e o silêncio
das coisas aéreas
face à noite
o dia é poeira que se esfarela
a tarde amoleceu na esfera
do meu quarto
tanta terra nos separa
e tão pouca distância
dos traços que o silêncio
dilacera
há muita paz no que és
por isso espera
aplanemos as cores da Primavera
num poema de rosas rotineiras
não há nada que te impeça
de semeares as noites
com palavras amplas
o resto? que interessa.
não quero pensar. descansa
o teu nome
não me faz, afinal, grande diferença
.
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