16.4.11

a alegria de ser

a alegria de ser natural
sem artifícios e sem falsas alturas
flutuar ao rés-do-chão
como pluma a dispersar
toda a sensibilidade do ser
que se desagrega para se agregar
ao ar e suas partículas velozes

a alegria dos sentimentos lisos
sem nervuras nem socalcos
de mal-formações - cicatrizes
de texturas simples
como haver tanta luz
e não a bebermos juntos até
nos embriagarmos de mel
no cálice das flores

a alegria dos percursos cumpridos
chegarmos até onde houve tempo
e faltou espaço

a alegria do tempo que resta
até o tempo crescer e o espaço
perder ângulos e arestas

a alegria de respirar
as palavras que me deste

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