e assim te aceno com gestos de pano cru
soltos no ar os passos de veludo
e as vozes da noite, unidas como
velozes avenidas até ao alcance da luz
e assim planeio o tempo aprazado para nós
sem mais dizer do que o que já foi dito e será
ainda retomado, as mais das vezes num
ciclo de migrações sazonais, de estio em estio,
cada vez mais distantes, até não mais haver fuga
e o tempo se tomar de intervalos entre minutos
entre falas, entre palavras, entre letras.
e assim desce à terra a promessa e cresce sentidamente
o tronco e a copa - abraça-me até ao reencontro das mãos
a envolver a ramagem
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