2.4.11

para além dos cortinados, em doce creme banhado pela luz do dia, move-se uma inexpugnável fronteira de silêncio. o céu e as nuvens devem ter uma cor assim, quando os alcançarmos. por fim. sabe-me bem o sabor desta luz e o deslizar do tempo, como uma barco num lago azul, de madrugada, pelo sonho a dentro, a barca que me leva devagar para os lugares mais planos do universo, onde tudo sucede sem arestas, sem declives, sem sobressaltos, sem minutos, sem a passagem súbita do tempo.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Ponto celeste

Eu sei que permaneces em lugares onde o hemisfério oposto expõe a sua belíssima flora constelar Nunca vi os céus desse hemisfério, onde tu v...

Mensagens populares neste blogue